Complexo Adiposo

conteúdo altamente indigerível.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Gossip, Norman Rockwell

- Foi o que ela disse, o Manuel andou fornicando com a enfermeira!
- Foi algo assim, não posso informar as fontes mas tudo indica que a enfermeira está seduzindo a todos os pacientes.
 - É, bem isso! ela usa vários comprimidos de aspirina para dopar os pacientes e molestá-los!
- Eu ouvi dizer que é morfina!, isso mesmo morfina!
- É algum remédio faixa negra!
-  É agora que eu não me interno mais, estão dizendo que nos dopam para roubar os nossos miúdos e vender no mercado negro!!
- alô? Mirna? Ficou sabendo que o negro ali da esquina abriu um novo mercado?
- Isso, isso. ele vai vender de tudo lá, só não fale pra ninguém se não vão estourar a cerca da casa pra entrar!
- Cerca? hihi!
- É, a Lurdes! andou comprando uma cerca novas pra não topar com o vizinho!
- Bem o Manuel!, a Lurdes não quer mais topar om ele!
- Ouviu o que tão dizendo? A Lurdes pulou a cerca e trepou com o Manuel!
- E ainda dizem que ele broxou na metade do caminho! HAHAHA
- CORNO!
- Eu te mato, sua puta!

Saudosismo


A desculpa mais usada por todos é a merda do tempo, sempre a mesma desculpa que está com a agenda lotada e que não pode fazer isso ou aquilo. Mas eu sei, e você também sabe que é tudo jogada. Nenhum ser humano tem a capacidade de ocupar totalmente a sua agenda de compromissos. O que acontece é que as atividades d uns geralmente são mais frequentes que a dos outros. Mas todos, sem exceção adoram uma folguinha e adorariam levar uma vida boêmia. Eu tenho saudades da época que eu me preocupava somente em tirar mais que sete na média escolar. Muitos de vocês esperam e conta cada dia que falta para se formar no ensino médio. Eu lhes recomendo só uma coisa, aproveitem o máximo que puderem, logo, logo, vocês (alguns já o fazem) sairão dessa porra de casulo que os envolve e partirão par vida responsável. Conheço alguns imaturos que com mais de 25 anos vivem à custa dos pais, e eu sinceramente penso: (com essas mesmas palavras) "Porra, será que vocês não cansam essa merda de ociosidade?" eu sou movido a compromissos, minha vida anseia por movimento, prazos e confusão, eu experimentei, gostei e viciei. Dói profundamente passar um domingo à tarde em casa sem fazer nada. "meu, será que não posso ser útil de alguma maneira nesse tempo? nem que sirva de mau exemplo, posso fazer algo" e você? Está esperando o que para retirar esse tecido rico em gordura da sua cadeira e fazer algo produtivo? Acha que só as baleiadas do twitter que você vai enfrentar. Mexe-te Mané!

domingo, 28 de março de 2010

Papo Cabeça;

 Depois que você escreve um texto, o correto seria guardá-lo por um tempo para depois conseguir editá-lo sobre outra visão a qual você não tinha no momento que escreveu. Um blog é uma coisa totalmente experimental, aqui encontrarão erros de português, falta de concordância entre outros. Mas como os meus textos são pedras que ainda precisam ser lapidadas muitos de vocês um dia entrarão no blog e ficarão confusos - "bem, eu não tinha lido isso aqui antes nesse texto" -. Pois é, só depois de um tempo que você avalia os seus próprios erros, falo isso num âmbito geral, eu sou assim, você é assim, eu ajo assim com os meus textos. Estarei em constantes transformações, fazendo mudanças visíveis até, pois ainda não escrevi e nunca escreverei um texto que seja perfeito e que não precise de modificações. Agradeço por serem minhas cobaias de leitura, continuem acompanhando o blog e se puder sigam ele. Pode-se até segui-lo com o twitter, que creio que todos aqui têm. Um grande abraço.
                                                                                            Atenciosamente: O insano editor desse blog.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Take me home - Final Part

Não tinha noção de nada, não sabia onde estava nem quanto tempo havia passado depois de ter desacordado. Aos poucos foi organizando o pensamento. A dor lhe pegou de surpresa, nunca havia sentido algo tão forte, algo que viesse de supetão. Seus pés raspavam no chão, mas ele não tinha apoio, se mexesse seus braços eles doíam demais, seu couro cabeludo doía. Queria estar sonhando, só isso, não sabia como havia aceitado aquela merda de missão de resgatar a pobre donzela, puro papo furado. Agora quem estava fudido era ele, completamente fudido. Quanto tempo mais ia ficar ali? - Merda,onde fui me meter.- Tentou pedir por socorro, mas não havia barulho nenhum na casa. Eles haviam fugido. Pânico, era tudo o que restava para sentir, nem o medo chegava, era pânico, medo de morrer ali pendurado e ver aquela mulher morrendo aos poucos, perdendo cada gota de seu sangue. Não pensou duas vezes, talvez se não estivesse agindo instintivamente pararia para pensar. Num puxada só fez com que o gancho que segurava o antebraço esquerdo rasgasse a sua pele e o deixasse livre. Depois de tanta dor que havia sentido um rasgo não mudava em nada. O problema era a hemorragia, enquanto ele fazia força para retirar os outros ganchos seu braço sangrava continuamente fazendo com que a poça de sangue abaixo dele aumentasse. O esforço para retirar os ganchos das costas foi terrível e quando só restava um a sua pele se rasgou. Nessa hora ele liberou o grito de angústia que estava em sua laringe. O sangue jorrava de seus cortes, estava começando a se sentir fraco, se dirigiu até a cama e tentou arrastar a mulher que estava deitada ali. Não conseguiu, puxou com todas as suas forças, sua pulsação aumentava, o que fazia a hemorragia aumentar. Fez o que pode para levar ela para fora, desceu lentamente as escadas com a energia que lhe restava, sentia cheiro de querosene queimado, repousou a mulher na grama. O Fiat 147 já não estava mais ali. GAME OVER.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Take me home - Part four

A porta se abriu com um rangido, e ali daquele aposento que seria um banheiro improvisado saiu um homem alto e forte, que com certeza o abateria sem delongas. A princípio teve medo, mas precisava de respostas, e não poderia sair com ela morta dali. Conferiu se a hemorragia havia parado antes de se dirigir aquele homem, se levantou calmamente e se dirigiu até ele, ficou a menos de um metro de distância e o fitou nos olhos, mesmo sendo uns 20 cm menor do que ele, conseguiu se sentir confiante. Abaixou a cabeça e começou a andar de um lado para o outro, o homem não se movia. Com muito receio e enchendo a voz (somente a voz) de coragem perguntou:
 - quem são vocês?
 - você não está em uma posição favorável para fazer perguntas.
 - ok, mas o que querem com ela?
 - com ela nao queremos mais nada, já nos foi útil.
 - como assim?
 - já cumpriu a sua parte, agora ela é uma mulher livre e purificada.
 - Cacete! ela tá toda machucada, não purificada! que porra é essa?
 - só vai entender depois que experimentar.
 - o que?
 - você acha que te mandaram aqui por nada?
No mesmo momento parou de caminhar, vários flashes lhe passaram pela cabeça, desde que fora mandado aquela missão. imaginou-se pendurado naqueles ganchos. Tudo fazia sentido agora, aquilo lhe atingiu como uma cacetada na nuca. No mesmo instante pensou em correr, mas não podia deixar ela naquela casa, antes de tudo tentou bolar um plano mas naquela altura do campeonato nada lhe vinha na cabeça. Ou abria a mão ou os dois morriam.

terça-feira, 23 de março de 2010

Take me home - Part three

Seu instinto falou mais alto, sem piedade nenhuma desferiu um soco bem na boca do estômago do agressor, ele caiu no chão e ficou imóvel, não quis se defender. Tirou o seu capuz, viu um velho de uns 70 anos, peles frouxas, olhos fundos. Sentiu um peso nos seus ombros ao olhar aqueles olhos, eram conhecidos, sabia que eram. Ficou uns trinta segundos parados fitando aqueles olhos, até que se lembrou o motivo de estar ali, ligeiramente se levantou e foi em direção ao corpo pendurado e desfalecido. Tinha que pedir ajuda ao velho, não havia saída. Enquanto ele suspendia o corpo dela, fez o velho retirar os ganchos que estavam presos em sua pele, improvizou ataduras para estancar o sangue, a deitou numa cama próxima, o colchão estava cheio de buracos e os cantos todos roídos por ratos, totalmente repugnante.
- por quê tu fez isso com ela?
- eu não fiz nada -
Aquela voz rouca e calma lhe causava arrepios, e o mais estranho, um certo conforto.
- capaz!
Calmamente o velho disse.
- não precisa ser irônico, já disse que não fiz nada.  -
Já exaltado responde
- Ah é! então por quê ela está desse jeito? se pendurou ali sozinha?
- claro que não.
- ME RESPONDE, QUEM FEZ ESSA MERDA COM ELA?
A única coisa que o velho fez foi apontar para uma porta que até então passara despercebida.

Take me home - Part two

Duas batidas na porta em decomposição já foram suficientes para que o sujeito a abrisse, com um capuz cobrindo o seu rosto ele não pode ser identificado. Não precisou ser convidado para entrar, sua intuição fez com que ele entrasse rapidamente na cabana aos pedaços, a iluminação fraca lhe angustiava e mesmo procurando por um bom tempo foi difícil encontrar o corpo que estava pendurado no canto da sala de estar. A princípio teve vontade de vomitar mas se conteve, a primeira coisa que se lembou foi de uma reportagem que assistira a um tempo atrás sobre pessoas que ficavam extasiadas quando penduradas por ganchos que ficavam cravados em suas peles. Podia ouvir o som do sangue pingando na poça já formada. Ela estava na posição de uma marionete que não estava sendo utilizada,  ganchos presos em suas costas que a mantinham na posição vertical, o cabelo estava amarrado a uma corda que deixava sua cabeça em pé, os braços suspensos e presos por ganchos nos antebraços, os pés encostavam levemente no chão. Ele não sabia o que fazer, como a tiraria dali, como poderia salvá-la, a técnica de contra até dez não adiantava nesse momento.